O que há de bom em música poesia e cinema no rio de janeiro está agora no palco da Casa de Cultura Laura Alvim.

Mande seu material e faça parte desse projeto!

24.9.04


Esse cara aí no meio do mapa mundi é o Tonho, Tonho Gebara, amigo querido, compositor genial, músico que foi passear sua doçura lá pros lados do céu muito antes do que a gente gostaria. Pois o rapaz, depois de anos de insistência dos amigos e dos fãs, lançou no ano passado seu primeiro cd, Ímpar, com algumas das suas canções encantadas. Agora, os amigos que ficamos fazemos o trabalho amoroso de espalhar a sua música pela cidade, em um show batizado de Sopro dos Sete Ventos, capitaneado pelo seu irmão Tandi e pelo seu parceiro Shilon.

O Te vejo na Laura da próxima 2a feira recebe esse projeto de braços abertos, e a gente fica muito feliz de poder participar dessa homenagem mais de dentro. Vai ser uma noite linda e emocionada, com muita música bonita e alguma poesia, al´me de imagens do Tonho no telão pra quem conhece praticar a saudade e quem não conheceu morrer de inveja...

A gente espera todo mundo por lá!

*a filipeta, como sempre, é da Marianna Cersosimo, a mais talentosa das jovens designers da cidade, se alguém quer saber. A cada edição ela nos surpreende com uma idéia mais criativa, e a realização é sempre ótima. É super importante pra gente a cara de gente grande que a arte dela empresta pro nosso projeto, e tudo isso na aposta e na amizade, por isso a gente não se cansa de propagandeá-la aqui e em todo canto!

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16.9.04

O primeiro Te vejo na Laura fora de casa foi uma experiência interessante: no palco da Casa da Gávea, artistas incríveis se apresentavam mostrando o melhor de seus trabalhos. Na platéia, um público pequeno e absolutamente entregue, que chegou sem saber o que esperar e saiu embevecida com o que viu. Aí embaixo, algumas fotos do que rolou, mas como sempre é preciso ressaltar: elas só dão uma idéia - bem vaga - do que se viu e se ouviu...


Antônio Calloni iluminado

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Antônio Calloni levou à platéia do riso à emoção em suas leituras

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Carlos Malta e seus músicos: quem ouviu sabe o que foi...

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Malta e sua flauta mágica

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Malta arrebentando a boca do balão

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Rodrigo e Mauro Pereira Junior, seu parceiro de todos os shows

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Rodrigo em momento solo

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Maria dizendo seus poemas

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Fernanda Rowlands, nossa ativa produtora, em momento de cantoria

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Fernanda Rowlands e Marcelo Câmara

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14.9.04


Muitíssimo atrasada, aí está a filipeta do Te vejo na Laura especial que vai rolar hoje na Casa da Gávea, dentro de um projeto super bacana comandado pela Juliana Betti que se chama Som na Casa. Vai ser a primeira vez que a gente vai fazer o Te vejo fora da Laura Alvim, e esse já era um projeto antigo, então estamos animados e esperamos que esse seja o início de uma série de shows itinerantes pela cidade afora...

E como aqui ficou pequeno pra ler, aí vão os convidados dessa noite:

O multi-instrumentista Carlos Malta
A poeta e atriz Bianca Ramoneda
O poeta e ator Antônio Calloni
A cantora Fernanda Rowlands e o violonista Marcelo Câmara

Apareçam!

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7.9.04

Na luta por espaço e reconhecimento, muitíssimo gosto nos dá descobrir a matéria de Luis Eduardo Matta para o site Digestivo Cultural elogiando o Te vejo na Laura. A gente não conhecia o site, aproveitamos para passear por lá, e recomendamos o passeio. E como uma matéria boa dessas não pode ficar pra trás, apesar da auto-promoção descarada aí vai ela:

COLUNAS
Terça-feira, 7/9/2004
Luis Eduardo Matta


Te Vejo na Laura


Se a vida noturna do Rio de Janeiro anda combalida devido à queda da clientela, afugentada pelos preços altos, pela insegurança das ruas e pela fúria dos pitboys nas boates, o mesmo não se pode afirmar da vida cultural, que segue em alta, com uma efervescência e uma vitalidade impressionantes. Prova disso é o evento Te Vejo na Laura, idealizado pelo jovem e talentoso casal Maria Rezende (poeta) e Rodrigo Bittencourt (músico) que toda a última segunda-feira de cada mês ocupa o palco da Casa de Cultura Laura Alvim, um dos mais ativos e prestigiados espaços culturais da Zona Sul carioca.

Levado por uma amiga, a livreira Ana Klajman, estive lá no início da noite de segunda, 30/8, para conferir e posso dizer que o espetáculo superou as minhas expectativas, que já eram bastante altas. A proposta do evento é dar oportunidade a novos artistas – em especial poetas, músicos e compositores, cujo acesso à grande mídia é, em geral, muito difícil – de mostrar o seu trabalho a uma platéia interessada e antenada. Com o teatro lotado, tive dificuldades em encontrar um lugar e acabei me sentando num dos corredores do balcão, de onde se descortinava uma visão nítida e abrangente do palco, sem nenhuma cabeça inconveniente à minha frente.

O espetáculo seguiu à risca a sua linha democrática, reunindo artistas novatos e consagrados, como a poeta Elisa Lucinda, o ator Marcelo Serrado e a cantora Ana Carolina, que encantou a platéia declamando, com um surpreendente talento teatral, textos de Clarice Lispector e da própria Elisa Lucinda. Em especial um divertido conto em que esta descrevia a conversa com um motorista de táxi durante uma corrida à casa de Ana Carolina para entregar um texto que seria recitado na abertura dos shows de uma turnê que a autora e intérprete de sucessos como Garganta, faria pelo Brasil e que, não por acaso, também foi lido por ela, ali no palco. Entre os novatos, destaque para Domingos Guimaraens, bisneto do poeta simbolista Alphonsus de Guimaraens, autor de uma interessante performance que cumpriu o objetivo anunciado de ser inexplicável - tanto assim que eu sou incapaz de explicá-la aqui; para Rodrigo Bittencourt e suas ótimas músicas, como Cinema Americano, sempre dedicadas a um ícone consagrado (de Richard Wagner a Caetano Veloso); e, sobretudo, a Maria Rezende, que foi aluna de Elisa Lucinda e leu alguns dos poemas publicados no seu livro Substantivo Feminino, como o divertido, criativo e sugestivo Pau Mole.

E, para não fugir ao tópico que abriu esta coluna e, sem que ninguém se dê ao trabalho de me perguntar, quero dizer que, neste momento, estou lendo Substantivo Feminino de Maria Rezende, uma leitura imperdível que recomendo seja feita ao som do CD de Rodrigo Bittencourt, Canção para Ninar Adulto. Comprei um exemplar de cada, num pacote à saída do espetáculo e não me arrependi. Quem quiser saber mais sobre o Te Vejo na Laura, sugiro uma visita ao site: www.tevejonalaura.blogspot.com

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3.9.04


Fotos fresquinhas diretamente da câmera de Pedro Secchin: os idealizadores do projeto ficam sempre por último, claro! Então agora Rodrigo tocando com uma falsa lua no céu do teatro...

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E mais ele acabando de ler um poema seu na abertura da noite de troca-troca.

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1.9.04

Pois foi um sucesso extraordinário o Te vejo na Laura dessa segunda-feira! Extraordinário porque os ingressos se esgotaram na sexta-feira, três dias antes do evento, acontecimento inédito em mais de um ano de projeto. E o melhor foi que a programação da noite surpreendeu até mesmo os mais otimistas, no caso nós que bolamos o tema e os convidados.

O Rodrigo sempre quis chamar a Ana Carolina e a gente demorou um tempão pra conseguir o contato dela, que pra nossa surpresa topou na mesma hora porque ama poesia e nunca é convidada pra ler em público. O Marcelo Serrado eu conheci em um concurso de poesia de comunidades carentes no CCBB e ele, gaitista há anos, resolveu se arriscar no violão, paixão nova. A Elisa Lucinda já é de casa, já esteve lá duas vezes, mas dessa vez foi exercitar arte nova, cantando. Os dois novos artistas entraram no clima e deram show, Rodrigo Garcia Lopes tocando e dizendo poemas com sotaque curitibano, e o Domingos Guimarães com a sua performance genial e inexplicável.

O resultado foi que mais de 250 pessoas se espalharam entre platéia, balcão, cadeiras extras e até no chão pra assistir a 1h45 de arte da melhor qualidade, conhecendo o trabalho de gente nova e vendo seus ídolos experimentando novas possibilidades. Pra gente, que organiza isso tudo e ainda tem a chance de mostrar nosso trabalho pra essa gente toda, fica a certeza de que esse é um projeto relevante e que se encaixa na agenda cultural da cidade, porque sai todo mundo doido pra voltar, e querendo saber quando é o próximo. Aí embaixo algumas fotos da noite pra vocês!

Nós e Ana Carolina no fim da noite, pra ficarem estampados os nossos sorrisos e não restar qualquer dúvida quanto à felicidade que reinou ali.

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A participação mais esperada da noite não decepcionou: Ana Carolina arrasou na leitura! A cantora, que estudou Letras em Juiz de Fora mas teve que abandonar o curso para se dedicar à sua carreira musical, disse que sempre adorou poesia e que um romance de Clarice Lispector foi seu primeiro alumbramento com a literatura. Ela leu um trecho do romance, e emendou no poema "Safena", de Elisa Lucinda, terminando com um conto que Elisa escreveu sobre a aventura de tentar chegar na casa de Ana em um dia de chuva. A poeta, que assistiu a tudo da platéia, subiu depois ao palco e mantendo o clima de troca-troca proposto cantou três canções acompanhada pelo violão de Kadu Lambach.

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Marcelo Serrado cantou, tocou violão, mas não podia deixar de tocar seu principal instrumento, a gaita, que o acompanha desde a adolescência. Ele fez duas músicas acompanhado pelo seu professor de violão, Fernando (que ele chama carinhosamente de 'patrão') e ainda leu um poema de Augusto dos Anjos.

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Marcelo Serrado esperando sua vez de entrar no palco ao lado da atriz Ana Beatriz Nogueira, que foi pela primeira no evento e saiu encantada!

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